PROGRAMAS SESCTV

19/07

SPIN / Nung-Hsin Hu / EUA / 2005 / 1’40
Um disco rotatório, que expressa o universo inteiro girando. O alimento também é usado como um elemento adicional para representar a experiência de vida e as relações que acontecem neste infinito mundo giratório.

ENTRELINHAS / Nelton Pellenz / Brasil / 2008 / 2’43
Entre as linhas, as entrelinhas.

THE BLACK BOX / Jorge Lozano / Canadá / 2005 / 5′
Filme experimental processado à mão e quimicamente tratado, finalizado em vídeo. Transformando imagens de um barco, cemitério e paisagens em contornos pigmentados que estão desbotando, o trabalho torna-se um espaço que está mudando continuamente os seus limites.

THE MINDSCAPE SUITE / Fernando Velazquez / Brasil / 2011 / 3’51
Suite de 6 vídeos generativos onde se explora a ideia de paisagem relacionada à atividade cerebral. Mais do que buscar uma literalidade, a pesquisa recorre a algoritmos generativos para especular a respeito dos processos, fluxos e relacionamentos entre os diversos dispositivos e sistemas que nos conformam, e influenciam o modo como percebemos o mundo, construímos o conhecimento e articulamos memórias.

SHADOW LIFE / Cao Fei / China / 2011 / 10’
‘Shadow life’, evoca folclores e festivais comunistas. As vinhetas são realizadas por bonecos de sombra, a forma da mão é uma sinédoque para o trabalho manual dos operários e camponeses, enquanto o uso de silhueta permite rápidas metamorfoses de um arrogante ditador para um latido de cachorro, uma árvore balançando a um guindaste transformando a paisagem. Um remake de um hit pop russo serve de trilha sonora para a terceira parte.

RECENTLY 2 / Jochen Kuhn / Alemanha / 2000 / 8’30
Um homem lê sobre um novo procedimento médico e decide verificar as sensações irritantes que está enfrentando. Este é um olhar pensativo e muitas vezes irônico, um exame único do interior.

RECONSTRUCTION / Julieta Maria / Canadá / 2009 / 7′
Reconstrução reflete sobre a violência e a qualidade sedutora de imagens, deslocando entre a materialidade e o visual.

FUGITIVE L(I)GHT / Izabella Pruska-Oldenhof / Canadá / 2005 / 9’32
‘Fugitive L(i)ght’ explora a qualidade metamórfica da Dança Serpentina e seu jogo intrincado sobre o visível e o invisível, que se estende ao contexto mais amplo e ao legado de seu criador, Loie Fuller, nascida nos EUA.

COPENHAGEN CYCLES / Eric Dyer / EUA / 2006 / 6’35
Um ciclista viaja através de uma fantástica reconstrução de colagem da capital da Dinamarca. Cerca de 25 esculturas em papel do tipo zootrópio (cinetropes) foram construídas para criar o filme.

CHORUS / Paul Clipson / EUA/Holanda / 2009-2011 / 7′
Uma viagem noturna em que o espaço, a cor e luz passam através do olho da câmera para criar pensamentos visualizados antes de sua concepção.

MARÉE NOIRE / Nadia Vadori, Sébastien Trouvé & Bruno Lasnier / França / 2008 / 5’07
Voltando à nossa essência, à nossa natureza instintiva inata, antes da corrupção, fazendo nosso caminho para trás e pra frente, e de dobra em dobra, ser, e desejando nada mais …

PASSAGE / Alicia Felberbaum / Grã-Bretanha / 2010 / 3’29
Tempo, espaço, o espaço-entre, ritmo … “Passagem” ocupa-se da experiência do tempo, e a analogia entre tempo e espaço. Tempo e espaço se unem, eles são inseparáveis, e no filme sempre se tem que lidar com ambos.

THE SPECTRES OF VERONICA / Dalibor Barić / Croácia / 2011 / 7’45
Veronica é assombrada por fantasmas de seu futuro. Presa em uma rede de emoções e imagens superficiais, sua identidade se derrete, mas ela continua a adequar padrões eternos em busca de sua própria substituição.

NÃO-SEI-MESMO / Carlosmagno Rodrigues / Brasil / 2011 / 3’
Fazendo café e e tentando relembrar músicas, bombas são estouradas como experimentos de sofreguidão pelo autor que vaga, sem casa, sem amor, sem coração.

THE TEN IMAGES OF BUTTER COW / Jun’ichiro Ishii / Japão/Taiwan / 6’28
Existem etapas sequenciais durante a criação. Seguindo um poema tradicional Zen ‘Dez Touros’, este trabalho apresenta vídeo de 10 processos criativos / imagens de uma pequena escultura de manteiga.

20/07

METAMORFACES / Nicola Dulion / 3’34 / França / 2010 / 3’34
Faces são formadas e deformadas, se compõem e decompõem para criar seres híbridos, quebra-cabeças de carne. Tudo isso, nos ritmos da música …

VARIATIONS SUR MARILOU / Félix Dufour-Laperrière / Canadá / 2007 / 6′
Um curta animado experimental e repetitivo, livremente baseado em segmentos da música de Serge Gainsbourg.
Filmado em 35mm diretamente sob a câmera de animação, ‘Variations sur Marilou’ é um olhar meditative; fraqueza, desejo e atração. O artista dá uma atenção especial aos movimentos dos corpos, à sua presença no espaço e aos traços que deixam seus movimentos no quadro.

PARKING / Junebum Park / Coréia do Sul / 2001 / 5’25
Como um menino brincando com brinquedos, Park guia e protege as pessoas em um vídeo de mundo em miniatura. Através de uma mudança inteligente de perspectiva, a maioria dos ambientes são transformados em cenas extraordinárias nas mãos do artista. Park lida com as coisa corriqueiras da vida, de modo simultaneamente cômico e reconfortante.

BELLEVILLE / Pascale Guillon / França/Alemanha / 2009 / 5’27
‘Belleville’ é sobre uma reunião de pessoas particularmente estranhas, dentro e principalmente fora de seus contextos específicos.

CHRIST CHURCH / Stephen Broomer / Canadá / 2010 / 7′
Na primavera de 1998, a Igreja de Cristo – Saint James, uma histórica igreja de negros no bairro de Little Italy, em Toronto, foi destruída em um incêndio. Tudo que restou foram paredes e um buraco e, através dos anos, o lugar foi tomado pelo grafite. O filme reflete o estado do local: o espaço e as superfícies tornam-se embaraçados e múltiplos, a grade de uma janela de pedras dá forma geométrica a imagens simultâneas de concreto, natureza, lixo, tinta e céu.

LETTING GO / Jan Hakon Erichsen / Noruega / 2007 / 53”
Objetos quebráveis são jogados do teto e esmagados diretamente na câmera.

EKLA / Stephane Trois Carrés / França / 2007 / 3’12
Com um poema de James Joyce e música de John Cage, uma esfera brincando de topologia consigo mesma remete ao pensamento interior do artista.

DIFFERENT VIEWPOINT = DIFFERENT SCENERY / Eva Olsson / Suécia / 2006 / 2’07
De onde uma pessoa está a situação parece diferente.

CINEMA LASCADO / Giselle Beiguelman / Brasil / 2010 / 4’16
As imagens são captadas em situações de trânsito, em uma zona de tensão da cidade (o Minhocão). Alguns frames são selecionados e são editados num editor de GIF animado. Depois, são distribuídos em páginas HTML e colocados para rodar no browser Internet Explorer em tela cheia, com meta refresh. O movimento entre as imagens é dado por esse script. O resultado são inúmeros bugs de leitura das animações e uma temporalidade instável. Na sequência, as imagens são capturadas com um screen recorder e se transformam em vídeo outra vez.

FOR SORE EYES / Anders Weberg / Suécia / 2006 / 2’
‘For Sore Eyes’ é outra exploração da ambivalência do olhar masculino e (des)ordem de gênero. É uma reflexão de vida no sanatório de pirotecnia em liberdade do consumismo. Mas o que é realmente liberdade?

PAIN SO LIGHT THAT APPEARS AS A TICKLE / Dalibor Barić / Croácia / 2010 / 4’
A dor é abrandada em câmera lenta até o limiar de sensibilidade e é vendida como um anestésico do cotidiano. Queremos deixar nossos corpos e se tornar a imagem para uma mudança.

DEAD SEEQUENCES / Fabio Scacchioli / Itália / 2009 / 4’10
“Sequências mortas” é um vídeo sobre o desaparecimento de um quadro. Composto de 3770 frames pintados à mão.

BODY WITHOUT ORGANS / Giada Ghiringhelli / EUA/Suiça / 2008 / 14′
Um corpo. Paisagem de estruturas geométricas. Ele quer ser tudo o que resta quando você levar tudo embora: um corpo de puro movimento, intensidade, velocidade, energias e desejos.

MEMORY / Pedro Maia / Portugal / 2007 / 6’49
“A memória” é uma colaboração com o músico Noah Lennox (Panda Bear), explorando a relação entre um músico e um cineasta, é uma reflexão pessoal sobre as memórias. Filmado em super-8, filmes caseiros e inteiramente feitos a mão, este filme explora as memórias familiares, o momento presente combinado com experiências passadas e como tudo parece fugir da nossa memória atual.

FLASHINGS IN THE MIRROR / Jasper Elings / Holanda / 2009 / 1’16
‘Flashings in the mirror’ é um vídeo composto por imagens compartilhadas encontradas no Google, de pessoas tirando fotos com flash no espelho.

21/07

LINGUAPHON / Kim Dotty Hachmann / Alemanha / 2002 / 1’10
‘Linguaphon’ mostra a realidade deprimente do cotidiano, na fronteira entre a realidade e o mundo de ilusões. A animação usa simples imagens 2-D com técnicas de cut-out, fotografia e ilustração pictográfica para descobrir a ilusão da imagem em movimento.

SHAPES EAT SHAPES / Angela Joosse / Canadá / 2006 / 3’16
Uma mistura de ritmos interiores com padrões exteriores, este trabalho é uma valsa formada entre pulsões corporais e grades urbanas em transformação contínua.

ESCAPEI-ME / Andrea Velloso / Brasil / 2011 / 3’17
Fotografias e vídeos, misturam o que foi registrado e está fixo e a memória em movimento. O tempo continua insistindo, enquanto o código morse o atravessa, e se faz presente com um fiapo de poema da Virgínia Woolf, do livro “As Ondas”.

OTAKU / Rachel Rosalen / Japão / 2004 / 3’21
‘Otaku’ cria um paralelo entre o corpo mortificado na rede e o lugar da mulher na sociedade japonesa. ‘Otaku’ não faz uso de imagens da rede, mas trabalha com algumas situações inspiradas neste universo simuladas em uma performance realizada para a câmera.

SEEK AND DESTROY / Jan Hakon Erichsen / Noruega / 2011 / 4’21
Uma poltrona de couro é baleada com um arco e flecha, pendurada no teto e, em seguida, abatida como um animal selvagem. Só se vê as mãos e os pés do caçador, enquanto este executa suas ações com determinação perturbadoramente fria.

ROGER / FEDERICO LAMAS / Argentina / 2004 / 6’17
Um travelling acompanha um casal que se separa fisicamente após uma briga. Ela está decidida a não voltar, e ele, arrependido.

AUTO-RETRATO / Estela Miazzi / Brasil / 2011 / 1’25
Vídeo em stop-motion com peças de quebra-cabeças feitos a partir de fotos 3×4 de diversas fases da vida da artista recombinadas para formarem e desformarem diversos rostos.

REAKT! / Lucas Bambozzi / Brasil / 2009 / 10’15
Um estudo de caso para um trabalho sobre ataques do PCC.

SÚBITO / Breno César / Brasil / 2009 / 5’45
Superfícies, fluidos, suavidade e agonia se alternam, entre corpos leves e sem liberdade. De súbito, uma pequena imersão poética entre a pele e a água.

DISLOCATIONS / Celia Eid & Sébastien Béranger / França, 2011, 10′
Curto filme abstrato em animação 2D, digitalmente criado quadro por quadro. Baseia-se em uma sobreposição de camadas com contrastes de cores. O vídeo é musicalmente estruturado. Animação e música são os resultados de um diálogo entre o artista visual e compositor.

142-143 / Pablo Fernandez Pujol / Alemanha / 2010 / 2’20
O curta-metragem animado feito a partir de stop-motion apresenta a história de um personagem sujeito à estranha força de uma cadeira que o carrega.

NEW YEAR‘S EVE / Jochen Kuhn / Alemanha / 1992 / 14′
‘Silvester’ é uma animação, um retorno prudente do ano passado. E absolutamente atemporal …

CROSSINGS / Marina Chernikova / Holanda / 2004 / 5’10
Três viagens, três cidades, Moscou, Roma, Tóquio. Formas diferentes, espaços diferentes. Refletindo, cruzando-se nos meus olhos e na minha memória. Eles formam ainda um outro espaço, o espaço de memórias, recordações de viagens, de viagens para o espaço de memórias dessas cidades, no espaço de reflexões e cruzamentos.

WITHIN THE TRACES / Nat Wilms / Itália / 2007 / 6’45
O líquido é mais do que um local, e não apenas uma proteção que cobre o corpo, desde o início, mas também um elemento mutável em movimento contínuo. Assim, a água presa permite ver o que é normalmente escondido, pois torna-se a pele de um meio híbrido.

QUASI-OBJECTS / Lorenzo Oggiano / Italia / 2006 / 4’38
A prática orgânica de re-significar visa estimular o pensamento e o diálogo sobre a relativização progressiva das formas de vida naturais, como resultado da evolução tecno-biológica.

22/07

OFFICER TUBA MEETS HAPPY GHOST / soJin Chun / Canadá / 2011 / 5′
Sojin Chun combina personagens retirados de dois filmes de Hong Kong e digitalmente os rotoscopia em uma filmagem contemporânea Super 8mm filmada em São Paulo, Brasil, e Toronto, no Canadá. Retirados de seu ambiente, esses personagens são apresentados como coreanos, jogando com as percepções ocidentais de identidade asiática.

ESTRELA / Dellani Lima / Brasil / 2011 / 3′
Primeira estrela que vejo realiza o meu desejo.

DISFORME / Arthur Tuoto / Brasil / 2008 / 3′
Uma sombra questiona suas formas. Através de uma performance do artista sobre um fundo branco, o vídeo propõe uma reflexão sobre a imagem videográfica e suas deformidades. A sombra daquele que filma, ao mesmo tempo em que se questiona, afirma sua presença.

PIXEL PIXO ZZZ / Pedro Paulo Rocha / Brasil / 2011 / 3’30
Uma escrita em movimento que transforma a cidade no cyberespaço de pixel e pixo. Um poema eletrônico à deriva.

HERR BAR / Clemens Kogler / Austria / 2007 / 3’07
Um vídeo que consiste apenas em scans de partes do corpo. O conceito é questionar a linguagem comumente usada no cinema e vídeo através da substituição de todos os recursos por uma colagem de linguagem corporal.

A GEISHA BEING FILMED / André Werner / Alemanha / 1993 / 2’50
“Uma gueixa está sendo filmada”: esse título de uma fotografia antiga retratando uma jovem gueixa deve ser recebido com ceticismo.

CEGO OLIVEIRA NO SERTÃO DO SEU OLHAR / Lucila Meirelles / Brasil / 1998 / 17′
O cego Oliveira era tocador de rabeca, de Juazeiro do Norte, Ceará. Morreu em 1997 com 94 anos. Não era cego mas portador da visão sub normal. Ao registrar o mundo lhe ocorriam alterações oculares que produziam interferências em sua maneira de ver. Outra visão de mundo.

EMPTINESS / Anders Weberg / Suécia / 2011 / 3’
Um sentimento de tédio generalizado, alienação social e apatia.

WINNIPEG STORIES: SACRIFICIAL MEMORIES / Clint Enns / Canadá / 2008 / 4’38
Um filme experimental feito de filmagens descartadas encontradas em brechós e mercados de pulgas em Winnipeg, Manitoba. A música é ‘Eu Un Miroir, Obscurement’ por Natural Snow Buildings.

SPACE DUST / Sávio Leite / Brasil / 2001 / 2’26
Uma imensidão intima. Vídeo integrante do projeto Nessa Rua tem um rio – Instituto Undió de intervenções artísticas urbanas.

ROSES / Rachel Rosalen / Suiça/Brasil / 2007 / 7’16
Roses é um vídeo baseado no poema de Edmond Jabés chamado “água” (Le seuil le sable, p. 382- 384). A cerimônia do chá é uma tradicional arte japonesa – a do caminho do chá (em japonês sadô, chadô ou chanoyu. Tradicionalmente, nessas cerimônias quem recebe o chá, gira o chawan em círculos para a direita e para a esquerda antes de bebê-lo ou de passar para frente. Nesse vídeo, a artista se utiliza desse movimento circular para falar de vazio e abundância.

CENTIPEDE SUN / Mihai Grecu / França / 2010 / 10’30
Uma fuga visual e sonora das paisagens do estuário. Ao longo da água, imagens formam novamente alguns fundos novos, entre trabalho gráfico e quadros de movimento. Este filme é parte de uma instalação de vídeo criado e exposto em Rochefort, em Maio de 2009. As imagens foram filmadas no estuário Charente.

NEWLY RISEN DECAY / Giada Ghiringhelli / Grã-Bretanha/Suiça / 2011 / 8′
‘Decadência recém-ressuscitada’. No fluxo incessante estou, condenada a desmoronar. Eu não sou forma alguma. Nenhuma carne. Nenhuma coisa. E então o que resta? Tudo se move e nada permanece.
E 3 / Robert Seidel / Alemanha / 2001 / 3′
Este vídeo foi feito por desenhos com tinta sobre papel, colocando os resultados em um computador.

MANIPULER SON CORPS / Laetitia Bourget, Anne Lore Guillemaud Hymne / França / 1997 / 4′
‘Manipuler son corps’ é uma canção de louvor ao ambíguo corpo feminino. A repetitiva música eletrônica de Anne-Lore Guillemaud acompanha este vídeo coreográfico. Em frente à lentidão e imobilidade, temos a impressão de assistir a um fantoche sendo manipulado.

23/07

ANGEL / Nung-Hsin Hu / EUA / 2005 / 1’35
O corpo humano representa o lugar que liga a vida terrena ao universo. Usando stop-motion para transformar uma banana, um ovo, o cordão umbilical e uma boneca em um ciclo de mudanças. O vídeo também questiona o modelo de diferença sexual que reduz homens e mulheres à separação por gênero.

A TALE OF NEGLECT / Arthur Tuoto / Brasil / 2010 / 2’12
Contrariando a ideia de um presente contínuo em que estamos inseridos a todo momento, o trabalho propõe uma imersão em um imaginário midiático e histórico que insiste em ser lembrado.

IF ONLY / Pila Rusjan / Eslovênia / 2009 / 1’52
A pele humana e mimetização como uma interface entre o mundo interior e exterior, entre a nossa mente e da sociedade. Como tornar nossos incessantes pensamentos lúcidos?

SPHINX ON THE SEINE / Paul Clipson / EUA / 2009 / 9′
Estas imagens se seguem uma após a outra, mas geograficamente abrangem milhares de quilômetros e grandes passagens de tempo entre cada corte. Noções de tempo, espaço e memória colidem dentro de um tecido visual de abstrações, paisagens, texturas, sobreposições e formas gráficas, para sugerir os primeiros momentos de sonho-sono.

CUSP / Christophe Thockler / França / 2011 / 5’45
‘Cusp’ visa o espectador, brincando com a maneira com que ele percebe e sente as coisas e o tempo. Prisões de gelo e casulos são uma metáfora para ilustrar a passagem do tempo, alterando nossas memórias e lembranças ligadas a objetos simples. Detalhes: 36 000 fotos, 40 blocos de gelo, 40 time-lapse de 4 horas.

TAPE GENERATION / Johan Rijpma / Holanda / 2011 / 2’39”
Rolos de fita adesiva passam por um longo processo de desenvolvimento e degeneração. A extrema lentidão no processo de vida desses objetos é revelada num espaço isolado onde tudo começa a partir de uma estrutura equilibrada simétrica.

HANDSOAP / Kei Oyama / Japão / 2008 / 16′
Uma animação calma mais ardente, sobre uma família com um filho adolescente. Sua insegurança, sua obsessão com seu corpo e a família desajustada são refletidas em detalhes e objetos que, ocasionalmente, levam a uma vida própria.

FRUIT SALAD / Liliana Velez / Colombia/EUA / 2009 / 3’44
Este vídeo documenta um processo doloroso, mostrado através de uma performance privada. O processo não parece doloroso, parece suave e silencioso, como a maioria das expressões idealizadas femininas.

O AMOR E O DESEJO PODEM TER EXCESSO / Dellani Lima / Brasil / 2007 / 3’07
Experiências afetivas com música & imagem.

L’HÔTEL DES VIES REPRODUCTIBLES / Pierre-Yves Cruaud / França / 2000 / 2’58
A vida privada de vários indivíduos é revelada na frente das câmeras assentadas nos quartos que eles usam. O filme interroga-se sobre o papel uma câmera que tem função de testemunha.

REC / Pierre-Yves Cruaud / França / 2002 / 4’50
Uma série de monitores de televisão é proposta ao olhar maquínico da câmera. Seu zoom a levará… até registrar a construção de uma paisagem eletrônica. A filmagem da signalética produzida pela câmera (em posição rec) é enviada à tela de controle.

SOMEONE BURNED DOWN THIS TOWN / Pedro Maia / Portugal / 2007 / 2’29
Vídeo musical para o projeto The Legendary Tiger Man. Explora o amador uso de uma Super 8 e da utilização de uma câmera amadora na vida familiar e do conceito do auto-retrato.

EN MENOS DE LO QUE CANTA UN GALLO / Guillermo Roel / França / 2002 / 4’36
O vídeo mostra imagens de dois metros de altas construções de cristal com tinta fresca, de repente devastadas. O resultado é uma explosão de cristais e tinta que, em câmera lenta, evoluem para uma composição abstrata em movimento. A imagem de um menino animado temporiza todo o cenário.

DIVE / Minna Parkkinen / Finlândia / 2001 / 5’30
A queda nas profundezas da tristeza, em seguida, de volta à vida. Este breve vídeo lida com o que uma pessoa observa em seu ambiente cotidiano, diante da perda de um ente querido. Algumas ocorrências normais ganham significado simbólico e algumas se tornam totalmente absurdas perdendo seu sentido.

LOST / Karø Goldt / Alemanha / 2004 / 5’
‘Lost’ é uma versão da transitoriedade de emoções. Cor, motivo, e trilha sonora complementam um ao outro para inventar uma história sobre perder a si mesmo ou outra pessoa, simultaneamente.

24/07

BURACO / Gisela Motta & Leandro Lima / Brasil / 2007 / 8’11
Imagens contrastantes de pequenas lojas foram capturadas em São Paulo e, em seguida, aplicada às fachadas de
Helsínque, de modo a questionar a nossa percepção através dos diferentes ambientes urbanos produzidos por essas
duas culturas.

ALMOST CONCRETE / Renata Padovan / Brasil / 2010 / 3’31
Fronteiras, limites, territórios, mapas, o real e o virtual. ‘Almost Concrete’ é uma reflexão sobre o espaço, seja ele construído, virtual ou o espaço percebido. O vídeo mostra imagens aéreas, através do Google Earth, da cidade de São Paulo, que com uma área de mais de 1.500 km² de extensão constitui um território impossível de ser apreendido como um todo. As coordenadas cartesianas, embora precisas, perdem seu significado tornando-se meros números.

VIVANTES LUEURS / Pierre-Yves Cruaud / França / 2003 / 10′
O dispositivo cinematográfico é colocado em ação e tenta despertar uma memória. Ocorre um tipo de parto da imagem.

TODAVIA / Alice Jardim / Brasil / 2011 / 2’22
Entre vias e transformações, um organismo vivo. A cidade a partir de outro olhar – cenas urbanas triviais – delineando geometrias imaginárias que entrelaçam fluxos reais.

FLICKERING / Kika Nicolela / Brasil / 2009 / 2’45
Da escuridão à luz, e de volta à escuridão; um auto-retrato emotivo.

RAWANE’S SONG / Mounira Al Solh / Holanda / 2006 / 7′
‘Rawane’s Song’ é um vídeo no qual a artista exprime sua recusa a falar sobre a guerra. É uma obra de ficção sobre fugir da realidade e encontrar-se. A trilha sonora discreta dá a abundante visualização de intervalos de silêncio. Sua arbitrariedade reflete o caráter aleatório de identidade que desafia suas raízes, como a música.

FALL IN FRAME / Sarah Pucill / Grã-Bretanha / 2009 / 18′
Em ‘Fall in Frame’ a materialidade do processo de filmagem é explorada dentro de um desempenho limitado que borra a separação entre o físico e a consciência. O filme termina onde começa, com uma folha em torno da câmera, fechando a imagem.

TIME PASSES / Nelson Henricks / Canadá / 1998 / 6’30
O tempo passa através de fotografias decorridas de uma observação interna da casa do diretor. Inspirada pelos escritos de Virginia Woolf como um meio de representar a temporalidade.

BORDERS AND BRIDGES / Lucija Mrzljak / Croácia / 2009 / 1’17
Animação feita com colagens e fotografias antigas encontradas em um arquivo, perto da ponte sobre o rio Sava, em Zagreb. O filme fala metaforicamente sobre reais fronteiras físicas e geográficas, bem como sobre os limites entre as pessoas e sobre as pontes que temos que atravessar para chegar do outro lado.

DATABASE LANDSCAPE / Fernando Velazquez / 2008 / 6’09
Edição generativa de 3000 imagens coletadas na cidade de São Paulo durante 3 anos.

♥++ / Clint Enns / Canadá / 2012 / 2’48
Um jogo de video game que está em algum lugar no universo do rpg baseado em texto, exploração digital e guia para a iluminação sexual.

IMMERSION I / Clément Martin / França / 2002 / 4’36
Um vídeo abstrato feito a partir de imagens e sons líquidos. Materiais comuns se transformam em meio líquido para dar nascimento a um ritmo sistemático.

HEAT SHOT 3 – MASKING FOR SERENE VELOCITY / Yeon Jeong Kim / Coréia do Sul / 2008 / 11′
Referindo-se a ‘Velocidade Serena’, obra-prima de Ernie Gehr, ele explora a velocidade e o movimento entre os sinais e memórias comuns.

TERRAINS GLISSANTS / François Vogel / França / 2010 / 10’12
Imagens distorcidas, tempo elástico: “terrenos escorregadios” nos oferece uma visão única e poética do homem em nosso planeta. Entre diário de viagem e desempenho, o filme traça as andanças de um indivíduo guiado por estranhas vozes interiores. De Nova York a São Paulo, ele desliza em um mundo pequeno, mas variado.

HOMAGE TO SOL LEWITT / Chee Wang Ng / EUA / 2010 / 2’42
Pegue uma bacia branca, coloque-a em uma estrutura rotatória, usando um marcador, desenhe a partir do fundo da tigela ao ligar a estrutura rotatória.

25/07

COVERSONG / Eric Dyer / EUA / 2012 / 1’46
Movimento escondido sob os pés: tampas de bueiro são transformadas em agitação de mandalas cinéticas.

LINE / Johanna Reich / Alemanha / 2009 / 2’17
A câmera digital de alta resolução atinge seus limites: uma pessoa vestida de preto pinta uma linha preta em uma parede. Como resultado das condições de iluminação a câmera não pode diferenciar o preto da pessoa do preto do fundo. Artista e arte se fundem, a pessoa parece desaparecer na frente da câmera.

TEAR/TORN / Marcelo Amorim / Brasil / 2009 / 5’02
Imagens de várias crianças tiradas do arquivo do artista soprepõem-se, molham-se e rasgam-se em uma animação stop-motion, criando uma colagem em movimento sobre memória e identidade. O título ‘Tear/torn’ pode remeter tanto ao verbo rasgar quanto à palavra lágrima.

INVOLUNTÁRIO / Breno César / Brasil / 2011 / 1′
Dilatar, contrair e respirar. Movimento pulsante na brevidade das relações de diferentes mundos, interligados por uma membrana sutil, volúvel e permeável.

ORIGINS / Kai Lossgot / África do Sul / 2008-2011 / 9’03
Retratos animados e de movimento do artista e sua família oferecem teorias históricas da evolução, examinando entendimento consagrado.

MÃOS MORTAS / Arthur Tuoto / Brasil / 2012 / 5’42
Um diálogo do filme “J’entends plus la guitare”, de Philippe Garrel, é o ponto de partida para uma reflexão sobre a imaterialidade do cinema e sua dimensão mimética. Um espetáculo de luzes tenta animar fotografias, buscando estabelecer uma relação de encantamento entre espectador fascinado e imagem inalcançável.

I CALL MYSELF SANE / Niina Suominen / Finlândia / 2010 / 4’20
Um trabalho experimental que combina música, poesia e imagens executadas através da manipulação de material de filmes.

ECRASONS LES CERISES / Claude Ciccolella Chute / França / 1999 / 12’02
Queda, luz, vazamento, sombras em movimento, ruas, vielas, caminhos, passagens, o fogo, bloqueio, movimento livre, paredes, Malevitch, Klein, dois, um… Esmagar as cerejas… zero, monocromático, e durante esta viagem, o espectador, entre o céu e a terra, entre Eros e Thanatos, com um caótico ruído em segundo plano.

1″ OF SPEED / Antonella Bussanich / França / 2001 / 1’36
Um segundo de filme rodado através da janela do carro na estrada dos subúrbios de Paris. Um segundo filme que se repete, um segundo que se estende. Arquitetura de palavras que é executada enquanto o carro permanece parado.

INTERFERENCES / Marcin Wojciechowski / Polônia / 2009 / 4’30
Animação em stop motion, seis gravações de fenômenos naturais criam um estranho diário pessoal que evoca uma interioridade entre o sonho e a realidade… Um autor tentou definir sua própria forma de video poema.

ABC ETC. / Sergio Subero / Argentina / 2007 / 19’
A intervenção material foi produzida diretamente na fita do filme, através de raspagem, pintura, velatura, queimação e através da longa exposição à água, ar e líquidos.

LE SILENCE EST EN MARCHE / Pierre-Yves Cruaud / França / 2001 / 3’30
Insuperáveis barreiras limitam o espaço vital das atividades mais ou menos humanas. Assistimos ao desenvolvimento de vidas já regulamentadas. Será que vamos ouvir vozes?

COAGULATE / Mihai Grecu / França / 2008 / 5’56
Presença, ausência e aquáticas distorções nesta coreografia de fluidos, forças misteriosas forçam as leis físicas e afetam o comportamento dos seres vivos em espaços purificados.

EROL AKYAVAS / Ethem Ozguven / Turquia / 2000 / 1’30
Uma reflexão sobre o exercício do olhar e da visão na nossa experiência diária.

SARS / Liu Wei / China / 2003 / 4’20
Não é surpreendente ver o papel que a mídia monopolista da China tem desempenhado neste período. Na tela, já vem agitando bandeiras, faíscas de aço fundido, ondulando trigo e rostos alegres. Todas estas imagens aparentemente felizes são entendidas e aceitas como uma espécie de realidade.

26/07

PIXEL MEMORIES / Martha Koumarianou / Grécia / 2009 / 2’44
‘Pixel Memories’ é parte da série de vídeo arte e instalações com base em pixel art, inspirada pela nostalgia por alguns dos primeiros personagens pixelizados que saltaram direto dos anos 80 (Jetpac, Mario, Manic Miner, etc) todos provenientes de várias máquinas de fliperama e consoles que governaram a era de vídeo e áudio 8 bits.

FATE (KNOCKING ON THE DOOR) / Eunjung Hwang / Coréia do Sul / 2002 / 5’32
Seguindo a ambígua lógica do mundo dos sonhos, a animação se desenrola em uma série de narrativas da infância até a morte usando um estilo misto de personagens desenhos e ações ao vivo.

PLUTÃO / Sávio Leite / Brasil / 2004 / 3’05
Plutão, um pouco receoso, sai do reino de Tártaro e vê a luz do sol. Mas em voltar a atmosfera inferior está a dificuldade.

ROBOT CONTROL UNIT / Gloria Dostal Machnowski / Argentina / 2002 / 5′
Dados coletados por uma unidade de controle de robô enviadas por carga de Amsterdã a Berlim. Seu eletro-scanner mantém o processamento de imagens. Máquinas que percebem o nosso próprio mundo maquinário… Filmado na Holanda e na Alemanha.

INCUBATE / Eva Wijers / Holanda / 2011 / 1’17
‘Incubate’ é feito de imagens que foram rodadas no festival Incube-(arte). Quatro artistas foram convidados pelo festival para re-editar este filme em algo novo. Eva Wijers escolheu por combinar os rostos de todas as pessoas que ela encontrou na filmagem. Ao criar uma colagem em movimento, ela fez uma nova pessoa feita de muitas.

THAW / Shana McDonald / Canadá / 2006 / 8’27
‘Thaw’ expressa a frustração pessoal da diretora com imagens da feminilidade dentro da cultura visual. Partindo de imagens dos cânones da arte ocidental o filme explora os sentimentos de pânico e imobilidade que acompanham a exploração do próprio sentido de self face a uma explosão diária de imagens. Constam também do filme os sentimentos de dor experimentados pela diretora devido a morte da avó durante a filmagem.

MAPPING VAPOR / Jamsen Law / China / 2002 / 10′
Pixel como vapor, a cor como a névoa. O que acontece se começamos a localizar o não localizável? Pessoas como o vapor, desejo como a névoa. O que acontece se começarmos a multiplicar o estável e o original?

1-FV / Chris Unit / França / 2007 / 3’02
Chris Unit, 46, não é de nossa galáxia. O mundo de Chris é cru e cativante, nascido do som primordial, afirmado por imagens correspondentes. As imagens do som alertam nossas freqüências internas e externas para reconstruir uma unidade dentro da banda global da humanidade. Este novo universo é intensamente hipnótico.

WE, SELF-PORTRAIT / Fernando Velazquez / Brasil / 2003 / 3’41
Ensaio experimental sobre a condição do ser na era da informação: o eterno conflito entre o uno e o múltiplo potencializado pela fusão dos universos on e offline.

A KNIFE ALL BLADE / Gabriel Menotti / Brasil / 2007 / 1’44
Vídeo produzido sem outro objeto senão a própria câmera, com as lentes tapadas. O que se vê é a tentativa dos algoritmos de criar imagens a partir do nada.

NO CONTENT / Jorge Lozano / Canadá / 2012 / 2’27
Uma conversa normal numa loja de eletrônicos em Nova York pode se tornar uma experiência estroboscópica. Sendo executado em um modo “contínuo”, e produzindo iluminação extremamente intensa o vídeo pode ser um canal alternativo funcional em caso de falha na conversa.

THE CITY OF MEMORY / Liu Wei / China / 2000 / 1’52
Há um limite de tempo entre a nossa memória dos acontecimentos e da realidade da nossa experiência. Às vezes o limite é claro, tal como a transição entre as cenas de um filme. Às vezes, é turva, como se os nossos olhos estivessem cheios de lágrimas.

GIUSEPPE, ETC. / Marcus Bastos / Brasil / 2011 / 14’49
Ensaio sobre Giuseppe, filho bastardo de mãe desconhecida, que veio com a família adotiva para o Brasil viver no interior de São Paulo. Memórias de experiências em fornteiras, um ator lendo trechos de Exílios (peça de teatro escrita pelo jovem James Joyce), fragmentos de histórias de imigrantes, e imagens que evocam a tensão entre fluxo e impedimento, compõe um mosaico sobre o sentimento de não pertencer.

PUZZLE / Sébastien Loghman / França / 2010 / 3’24
E se as memórias se tornassem realidade? O velho Romanesco percebe que algo está faltando em sua coleção. Ele viaja através dos mais profundos recantos da sua memória para encontrá-lo. Nos últimos anos Romanesco conseguiu controlar suas memórias?

APRÈS LE FEU / Jacques Perconte / França / 2010 / 7′
A poucos quilômetros de Ajaccio, Córsega, terra queimada é deformada sob o peso de suas cores. O chão está caindo aos pedaços, liberando energias pictóricas que assumem o céu. Eu estou olhando para o horizonte de fuga. E o trem continua avançando…

27/07

PAPER LAND / Juliana Mundim / Brasil / 1999 / 1’50
Homem que morava perto de vulcão e se vê forçado a mudar para uma grande cidade.

FUTURE CREATURES / Eunjung Hwang / EUA/Coréia do Sul / 2009 / 7’49
‘Future Creatures’ é uma série de animações experimentais, que exploram a complexidade das enigmáticas imagens do mundo dos sonhos e do subconsciente. O principal aspecto do projeto é produzir visionárias narrativas inspiradas pela ilusão de fragmentos das realidades, e compilá-las em um pictórico catálogo utilizável.

LINESCAPES / Giselle Beiguelman / Brasil / 2009 / 2’38
Vídeo da série “geometrias variáveis”.

ON FIRE / Johanna Reich / Alemanha / 2012 / 3’28
Uma pessoa vestida de preto está pintando uma parede branca. Em sua mão, o pincel parece se transformar em uma tocha. A protagonista continua a pintar até formar um padrão de linhas de fogo. Então, ela para por um instante e começa a despir-se. Sob suas roupas pretas seu corpo consiste em chamas: ela derrete com as chamas da parede e desaparece.

IMPRESCINDÍVEIS / Carlosmagno Rodrigues / Brasil / 2003 / 5′
Um pai tenta subverter seu filho, que reage e resiste. Feito a partir de imagens caseiras, o vídeo fala de manipulação.

ANOTHER VOID / Paul Clipson / US / 2012 / 10’05
Um vertiginoso estudo de movimento, cor e escuridão, que continua uma exploração do processo de filmagem e sua estreita relação com a música.

SE ME CALO POR DENTRO, PORQUE MEUS OUVIDOS SE FECHAM PRA FORA? / Joacélio Batista / Brasil / 2010 / 3’
Se me calo por dentro, porque meus ouvidos se fecham pra fora?

PULSE / Cline Mallet / França / 1999 / 4’51
Fotos urbanas noturnas são projetadas no corpo de uma mulher; ela deixou seu corpo lentamente ser descoberto, mas não totalmente, desaparecendo dentro dos ritmos hipnótico da “tela cidade”. As luzes nos ajudam a vê-la e, ao mesmo tempo, cobri-la, mantê-la totalmente no desconhecido.

SANS VALEUR COMMERCIAL / Eric Gagnon / Canadá / 1999 / 2’51
Ensaio sobre a rota de arte midiática e do processo criativo.

WE’LL BECOME OIL / Mihai Greco / França / 2012 / 8′
Paisagens secas são preenchidas com os traços de um meta-conflito, para além de qualquer questão política ou ideológica visível. Um estado contínuo e inexplicável de crise toma conta dos espaços e do ponto de vista, transformando a pura geografia mineral em um teatro de guerra. A história se transforma pela trajetória do petróleo.

SLEEPIN’ SUMMER / Sylvain Moignoux, Frederic Miclet / França / 2002 / 5’55
Breve ensaio em preto e branco. Entre o sonho iluminado e a obsessão do pensamento.

STRIPS / Félix Dufour-Laperrière / Canadá / 2009-2010 / 5’32
Strips. Substantivo masculino, forma abreviada de striptease. De ‘strip’, remover, tirar, e “provocar”, para seduzir, para tentar. E tudo isso no plural.

WEEKEND / FEDERICO LAMAS / Argentina / 2007 / 6’09
Uma discussão para cada dia do fim de semana. Dois capítulos construídos com cenas que permanecem na tela, deixando a linearidade dos discursos evidente. Um ensaio sobre a estranheza intrínseca a relações muito próximas.

SQUARE DANCE HYPNOTIST / Allan Brown / Canadá / 2012 / 17’10
Uma comunidade dança uma quadrilha numa curva contínua enquanto o áudio passa de anúncios feitos em uma estação de trem para uma trágica história de desespero e alienação, sobre um fugitivo num carro de polícia roubado comunicando-se através do rádio com um policial.

THE MIND FROM NOWHERE / Dalibor Baric / Croácia / 2010 / 9’23
O título vem depois de substituir uma letra do romance de J.G.Ballard, “wind from nowhere”. Aqui está uma mente (invisível) que se manifesta subjetivamente como um fluxo de consciência (ou como um filme). A narrativa leva a um beco sem saída. O filme é uma colagem, construída sobre clichês de diversos filmes; Um melodrama entrelaçado com imagens de violência, guerra e destruição em massa criando uma atmosfera surreal e absurda (embora pudesse estar acontecendo simultaneamente, mas em lugares diferentes).

28/07

ROSA ROSA / Félix Dufour-Laperrière / Canadá / 2008 / 8′
Uma mulher casada tem um caso. Ela fica grávida de seu amante e eles vivem serenamente juntos, embora a guerra
esteja trovejando para a sua cidade. Apesar de escalações, engarrafamentos e escassez, eles conseguem viver uma
vida tranquila com sua filhinha.

JARDIM FANTÁSTICO / Leticia Ramos / Brasil/Argentina / 2008 / 3′
Filme realizado com câmera lomo oktomatic de 8 lentes. O video faz parte da série Jardim de Cronópios em que a artista investiga a construção da paisagem a partir da animação de diferentes pontos de vista.

GRANULAR / Catherine Nyeki / França/ 2010 / 3’03
Um auto-retrato que consiste em uma multidão de olhos evocando o mito de Argos, o guardião de cem olhos “que tudo vê.” Observatório de um “laboratório de corpo plástico” transmite sinais que revelam a vida de uma proxêmica invisível.

WYSIWYG / Lucas Bambozzi / Brasil/Holanda / 2012 / 22’18
As construções visuais refletem alterações da percepção cultural das paisagens e dos lugares-comuns da Holanda. Na medida em que as aparências cedem lugar ao envolvimento com os ambientes, as cenas fazem oscilar as certezas entre as coisas visíveis e as imaginadas, em detalhes subtraídos ou adicionados às imagens.

PLEASE SET THE CLOCK / Jonathon Nokes / Australia / 2011 / 2’22
‘Por favor acerte o relógio’ é um destrutivo auto-retrato através de tentativa e erro, usando fita VHS deformada (rasgada, gravada, mordida, pisoteada, cortada, esmagada, riscada, esticada, derretida).

SE ME PERGUNTO, PORQUE MEUS LÁBIOS NEGAM RESPOSTAS? / Joacélio Batista / Brasil / 2010 / 1’16
Diante da dúvida, o homem sempre especulará respostas.

TO LET / Junebum Park / Coréia do Sul / 2011 8’20
Video em que o artista sul-coreano cria cenas extraordinárias em ambientes comuns.

MAGIC WAND / Jesse McLean / EUA / 2009 / 3′
Neste vídeo, uma variedade de imagens recentes do Iraque, todas recolhidas a partir de diferentes fontes da Internet, são separadas, borradas, apagadas, delineadas e remontadas em um esforço para resolver a complicada relação entre ser espectador e ser empático.

HOME SWEET HOME / Phoebe Man / Hong Kong / 2012 / 2’39
‘Home sweet home’ trata dos problema habitacional de Hong Kong. Lá, a maior parte das imagens em comerciais de TV de empresas imobiliárias são falsas, não mostram os apartamentos reais. Lindas mulheres, palácios, cruzeiros e enormes jardins são as imagens mais comuns. Phoebe misturou alguns comerciais imobiliários, fotos refletindo o ambiente real da vida em Hong Kong, assim como o cintilante trabalho da grade para elevar a ilusão criada por esses comerciais de TV.

BEASTLINESS / Deborah Kelly / Austrália / 2011 / 3’17
A vívida animação de ‘Bestliness’ sintetiza tradicionais fotomontagens feitas a mão com técnicas de animação digital em um novo todo, uma dança completamente artificial com sirenes imprudentes.

HOLY GHOST / Pedro Maia / Portugal / 2010 / 2’11
Videoclip para a música ‘Holy Ghost’ do novo album Lights & Darks de Rita Redshoes.

INTERVENTION/MEMORY / Jenny Michel and Michael Hoepfel/ Alemanha / 2005 / 2’20
‘Intervention / Memory’ é uma Super-8 manipulada, em que a poeira do material antigo se infiltra pela narração e acaba tanto com o filme quanto com a vida do protagonista.

YOU BE MOTHER / Sarah Pucill / Grã-Bretanha / 1990 / 7′
‘You be mother’ usa animação ‘stop-frame’ para romper as ordens tradicionais de animado e inanimado, o líquido e o sólido. Um espaço alucinatório é configurado quando uma imagem congelada do rosto do artista é projetada em pesadas peças de louça em cima de uma mesa.

MEDIA ARCHEOLOGY / Eric Dyer 2110 / EUA / 2010 / 3’32
Em uma Terra inundada futurista, um arqueólogo procura mídias esquecidas. O filme foi criado cortando, queimando, emendando e colando trailers de filmes 35mm.

UNDISCLOSED BEAUTY / Anders Weberg / Suécia / 2008 / 2’
Só porque você cospe em meus olhos não significa que eu tenho uma clara visão.

29/07

M / Félix Dufour-Laperrière / Canadá / 2009 / 8′
Animações desenhadas à mão foram digitalizadas, manipuladas e combinadas. As imagens resultantes foram impressas em papel e retrabalhadas. A edição destas imagens foi feito com uma preocupação constante com a organização do quadro, da sucessão de ritmos e densidades. A trilha sonora evolui com a imagem, sublinhando determinados eventos e ocupando alguns vazios…

CONJUNTO RESIDENCIAL / Adams Carvalho / Brasil / 2005 / 5′
Foi a melhor coisa que eles encontraram pra fazer num sábado a noite.

FAUX-PLAFOND / François Vogel / França / 1999 / 5’30
Durante a noite de lua cheia, um casal não consegue dormir. Uma série de incidentes domésticos irá impulsionar o homem e a mulher em uma viagem curiosa para a lua. Uma viagem real ou virtual … Apenas o espectador vai poder dizer.

PRETO & BRANCO / Luiz Roque / Brasil / 2009 / 58”
Super-8 transferido para vídeo.

SEBASTIÃO, O HOMEM QUE BEBIA QUEROSENE / Carlosmagno Rodrigues / Brasil / 2007 / 11′
Filme sobre vida e morte, justaposição de textos niilistas e imagens iconoclásticas. Colagem de animação, textos escritos pelo próprio diretor e imagens desconexas, ora do meio urbano, ora de garoto que fala diretamente para a câmera.

CELEBRATION OF LIGHTS / Jesse McLean / EUA / 2003 / 5′
Uma impressionante crônica de um festival de inverno, onde monitores de iluminação são a atração principal. Fotografia experimental amplifica a cena em um trabalho pictórico sensual.

RED DREAMS / Rachel Rosalen / Japão / 2004 / 6’52
“Red Dreams” é um vídeo que inverte o sonho de Alice e explora as idéias de ausência e solidão.

LTDN / Cesar Meneghetti / Itália / 2007-2010 / 7′
“LES TERRA’S DI NADIE, “as terras de ninguém” em 5 línguas e em uma frase só (francês, português, inglês, italiano e espanhol) é um não-lugar onde a opressão impera. As palavras do poeta chileno Antonio Arévalo fundem 11 de setembro 1973 no Chile e 31 de março 1964 no Brasil. Os extratos de memória, e de imagensoriginais atravessam o tempo, adicionando, sobrepondo, sugerindo e convergindo numa só história. Uma oportunidade para reviver por poucos minutos os sentimentos, uma das páginas mais difíceis e obscuras da História da America Latina.”

DIGESTING PATIENCE / Jamsen Law / China / 2000 / 8′
‘Digesting Patience’ abre um caminho para mediar a multiplicidade e criar uma ligação e cruzamentos cerebrais entre as necessidades físicas e as demandas emocionais.

MISS CANDACE HILLIGOSS’ FLICKERING HALO / Fabio Scacchioli / Itália / 2011 / 13’51
Aventuras metacinemáticas de uma menina perdida em um filme.

PIXEL PIXO 03 / Pedro Paulo Rocha / Brasil / 2011 / 3’05
Uma escrita em movimento que transforma a cidade no cyberespaço de pixel e pixo. Um poema eletrônico à deriva.

CLOSE TO HOME / Jan Hakon Erichsen / Noruega / 2007 / 1’16
A câmera é apontada para uma mesa de café em todos os momentos. Para cada nova cena um objeto diferente é colocado sobre ela. Não existem pessoas visíveis no filme, mas pode-se sentir a presença de alguém atrás da câmera fazendo o máximo para destruir as coisas na mesa.

INTERLUDE III / John Fillwalk / EUA / 2003 / 2’53
‘Interlude III’ é parte de uma série de três obras de vídeo digital e som que exploram as relações formais e experimentais entre a dinâmicas de elementos naturais. A natureza efêmera do trabalho digital transcende os modos tradicionais e as expectativas de arte. O concreto significado torna-se fugaz, mudando a ênfase do objeto para a experiência.

CE SONT DES CHOSES QUI ARRIVENT / Sigrid Coggins / França / 2000 / 2′
Esse tipo de coisa acontece, sem medo, sem frio, estamos felizes.

LEAF SPRING / Junebum Park / Coréia do Sul / 2008 / 5’10
‘Leaf Spring’ é um vídeo cheio de constantes movimentos. Homens sem camisa tentam puxar um ônibus da polícia. Eles empurram o carro em conjunto, mas o mesmo é persistente e não cai. Depois de um curto tempo, a câmera se vira para o lado da frente e mostra que o ônibus esta preso, e o movimento de empurrar dos homens não tem absolutamente
nenhum poder sobre ele.

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