ENCENANDO ESPAÇOS: HANS OP DE BEECK

O artista belga Hans Op de Beeck, baseado em Bruxelas, é um artista multidisciplinar que faz uso de várias mídias, tais como vídeo, instalações, fotografia, texto, animação e desenho. Sua obra se concentra em nossa problemática relação com espaço, tempo, e com o outro. Enquanto o artista questiona a complexa relação entre realidade e representação, produz imagens melancólicas e singulares. Ele busca construir um não-lugar, um mundo paralelo em trânsito, sem espaço para os seres humanos.

 

ENCENANDO ESPAÇOS: HANS OP DE BEECK // duração: 59’26
21/07 // 20h-21h // SESC Vila Mariana // projeção em fullHD

EXTENSIONS / Hans Op de Beeck / Bélgica / 2009 / 10’58
‘Extensions’ mostra ambientes noturnos e quietos, como edifícios abandonados, interiores, objetos e personagens anônimos que aparecem da escuridão, e desaparecem nela. Feita com aquarelas em preto e branco baseadas em fotografias tiradas da Internet e imagens de documentários, a animação mostra um ambiente de tecnologia e globalização como um sonho escuro, onde indivíduos tentam preservar sua importância por meio de seus rituais e hábitos.

GARDENING / Hans Op de Beeck / Bélgica / 2001 / 9’50
O vídeo mostra uma vista fixa de um jardim/paisagem imaginário que muda continuamente. A vista exterior evolui de pobre para uma paisagem barroca, de um jardim kitsch para um lugar inóspito, do inverno para a primavera… A animação é acompanhada por vocais renascentistas.

LOSS / Hans Op de Beeck / Bélgica / 2004 / 11′
O filme mostra a constante mudança da arquitetura de uma paisagem do século 19. As imagens são escuras e misteriosas e ilustram os eventos que estavam por vir, que resultaram num cenário apocalíptico, arruinado, inspirado pela região costeira da Bélgica logo após a Primeira Guerra Mundial.

PLACES (GARDENING 2) / Hans Op de Beeck / Bélgica / 2004 / 5’38
O vídeo não conta uma história, mas apresenta ao espectador uma sequência de constantes transformações de lugares imaginários. Esses lugares estranhos parecem, por um lado, uma maneira para se afastar da realidade, e por outro, demonstram bem concretamente a estupidez com que o homem pós-moderno lida com espaço.

STAGING SILENCE / Hans Op de Beeck / Bélgica / 2009 / 22
Imagens da memória são misturas de informações concretas e fantasioas, e neste filme se materializam diante dos olhos do espectador por meio de improvisos de mãos anônimas. Braços aparecem e desaparecem de forma aleatória, manipulando objetos banais, iluminados artificialmente em locais alienantes, porém ainda reconhecíveis.

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