NAM JUNE PAIK

O artista Nam June Paik, nascido na Coréia do Sul, foi uma figura seminal na videoarte. Suas esculturas em vídeo, instalações, performances e vídeos single-channel formam um conjunto de obra dos mais influentes na arte eletrônica. Unindo teorias de comunicação global com uma sensibilidade irreverente, sua obra explorava a união entre arte, tecnologia e cultural popular. Paik morreu em 2006. “Este é um vislumbre da paisagem vídeo de amanhã, quando você vai ser capaz de ligar qualquer emissora de TV sobre a Terra, e o Guia de TV será tão gordo quanto o guia telefônico de Manhattan”. Assim começa ‘Global Groove’, uma de suas obras mais importantes, manifesto radical apresentado nesse programa.

 

NAM JUNE PAIK: OBRAS SELECIONADAS // duração: 74’
24/07 // 20h-21h30 // SESC Pinheiros
25/07 // 19h30-20h45 // SESC Ipiranga

ELECTRONIC FABLES / Nam June Paik / EUA / 1965-71, 1992 / 10’
‘Eletronic fables’ é um exemplo das improvisações iniciais de Paik e experiências com manipulação de imagem eletrônica, antes de sua invenção do sintetizador de vídeo Paik / Abe. Este trabalho também inclui histórias pessoais de John Cage e outros artistas influentes e personalidades culturais.

GLOBAL GROOVE / Nam June Paik e John Godfrey / EUA / 1973 / 28’31
Um manifesto das comunicações mundiais em um mundo saturado de mídia, é processado como uma colagem eletrônica, um pastiche de som e imagem que subverte a linguagem da televisão. Com surreal humor visual e uma incomum sensibilidade neo-Dada, Paik reúne elementos transculturais, figuras Artworld e iconografia pop.

LIVING WITH THE LIVING THEATRE / Nam June Paik / EUA / 1989 / 28’30
‘Living with the Living Theatre’ presta homenagem a Judith Malina e Julien Beck, fundadores do Living Theatre. Tocado pelas memórias pessoais e culturais que evocam o tempo e lugar – filmagens de concertos de Janis Joplin, performances Living Theatre – Paik cria uma profunda e comovente homenagem.

ANALOGUE ASSEMBLAGE / Nam June Paik / EUA / 2000 / 2’08
Experimentos de Paik com sintetizadores de vídeo, assemblages analógicas utilizam a tecnologia digital para criar uma montagem de várias camadas que faz referência ao novo e ao antigo. A misteriosa partitura eletrônica flutua sobre processamento de imagens fantasmagóricas, o resultado é um hino à forma como o futuro era.

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